Business Intelligence: Caminho
para abertura de novos mercados
O Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues por ocasião do
24º Encontro Nacional de Comercio Exterior - ENAEX definiu o termo
“globalização” da seguinte forma:
“A globalização significa basicamente a inclusão social e
econômica bem como a exclusão social e econômica”.
Em outras palavras, apenas os países posicionados
estrategicamente no mercado internacional prevalecerão em face das
pressões econômicas e sociais, fruto do mundo globalizado.
A prosperidade de nossa nação depende da internacionalização
de nosso país e das empresas, cujo potencial produtivo e de
investimentos, estão vinculados a visão clara da corrente de
comercio mundial.
As exportações representam extraordinária alavanca do
desenvolvimento. Se o setor exportador vai bem, a economia agradece
e gera renda e empregos.
Além disso, expõe o Brasil a um nível elevado de competição,
o que é extremamente saudável para a indústria nacional, à medida
que se moderniza para conquistar novos mercados.
Medir a corrente de comércio do Brasil e a corrente de
Comércio Mundial, pode ser uma boa maneira de amparar a decisão de
exportar imediatamente ou adequar a empresa para tal empreendimento.
O objetivo de exportar pode ser alcançado, mesmo nestes
tempos de globalização e de acirrada competição nos negócios, por
meio da extração rápida e precisa, e por que não dizer cirúrgica, de
informações com o propósito de criar dimensões, medidas, e visões
estratégicas para a tomada de decisões sobre mercados-alvo,
produtos, logística, etc. A analise e a interpretação correta dos
dados proporciona uma visão holística da corrente de comercio
mundial.
Dentro deste panorama parece-nos essencial disseminar a
cultura da análise estratégica de dados, em especial, dos
provenientes dos mercados externos por meio do conceito
revolucionário de Business Inteligence, pois, observam-se empresas
adquirindo bancos de dados a um custo exorbitante para, em seguida,
concluírem que se tratou de um investimento frustrado. A "sopa de
letras" não produziu a visão estratégica tão almejada e
imprescindível à prosperidade da empresa.
Diferente do que se pensa, o conceito de Business
Intelligence não é novo. Nações proeminentes e outros povos do
Oriente utilizavam esse princípio há milhares de anos, quando
cruzavam informações obtidas do ecossistema em benefício próprio.
Observar e analisar os períodos de seca e de chuvas, o comportamento
dos animais, a posição dos corpos celestes, entre outras, eram
formas de obter informações e utilizá-las para tomar as decisões que
permitissem a melhoria de vida de seus povos e alcançar a tão
almejada prosperidade.
Muita coisa mudou com o passar do tempo, mas o conceito
permanece o mesmo. A necessidade de cruzar informações para realizar
uma gestão empresarial eficiente é hoje uma realidade tão verdadeira
quanto no passado o foi descobrir se as mudanças climáticas
resultariam numa boa colheita ou em prejuízo, ou se o ciclo das
marés propiciariam uma pescaria mais abundante.
No final do século XVI, a Rainha Elizabeth I, visando ocupar
os territórios conquistados, determinou que a base da força inglesa
fosse "informação e comércio" e solicitou ao filósofo Francis Bacon
que inventasse um sistema dinâmico de informação, o qual foi
amplamente aplicado pelos ingleses.
Atualmente o interesse pelo BI vem crescendo na medida em que
seu emprego possibilita às corporações realizar uma série de
análises e projeções, de forma a agilizar os processos relacionados
às tomadas de decisão. Corporações de pequeno, médio e grande porte
necessitam do BI para auxiliá-las nas mais diferentes situações para
a tomada de decisão, e ainda para otimizar o trabalho da
organização, reduzir custos, eliminar a duplicação de tarefas,
permitir previsões de crescimento da empresa como um todo e
contribuir para a elaboração de estratégias. Não importa o porte da
empresa, mas a necessidade do mercado. A maioria dos analistas vêem
a aplicabilidade eficiente de BI em todas as empresas, inclusive
naquelas que apresentam faturamento reduzido, desde que analisado o
fator custo/benefício.
Existem, ao redor do mundo, vários exemplos de implantação.
No Brasil, soluções de Business Intelligence estão em bancos de
varejo, em empresas de telecomunicações, seguradoras e em toda
instituição que perceba a tendência da economia globalizada, em que
a informação precisa chegar de forma rápida, precisa e abundante
porque a sobrevivência no mercado será medida pela capacidade de
"gerar conhecimento". E somente quem fizer uma boa gestão do
conhecimento irá fundamentar políticas e estratégias corporativas. O
retorno que se espera de um sistema de BI depende das prioridades de
cada empresa. As ferramentas de BI continuam evoluindo porque o
mercado possui enorme potencial de crescimento. A velocidade imposta
pelos negócios na Web exige que se dê, a quem decide, disposição e
autonomia para agir. O Gartner, do mesmo Howard que deu nome ao BI,
reconheceu que 2002 foi um ano que trouxe uma mudança na visão da
aplicabilidade dos softwares. O que se pode imaginar para o futuro,
inclusive dos negócios internacionais, é muito menos o que podemos
chamar de ferramentas e muito mais o que o mercado competitivo
necessita com urgência: soluções.
(Antonio Jose Stefanini-www.emphasys.com.br)